Quem visita as obras, no bairro Humaitá, zona norte de Porto
Alegre, percebe que o espaço destinado ao gramado já tem forma - será inaugurado
em 8 de dezembro com amistoso contra o alemão Hamburgo. Metade dele não abriga
mais caminhões, gruas ou guindastes e tampouco serve como depósito de material.
Está repleto de canos, instalados 50 centímetros abaixo do solo e coberto por uma lona plástica e uma camada de brita. Tudo faz parte da drenagem a vácuo, um sistema indicado pela Fifa a campos em regiões com chuva intensa, caso da capital gaúcha.
Está repleto de canos, instalados 50 centímetros abaixo do solo e coberto por uma lona plástica e uma camada de brita. Tudo faz parte da drenagem a vácuo, um sistema indicado pela Fifa a campos em regiões com chuva intensa, caso da capital gaúcha.
- Essa drenagem suporta grandes volumes de chuva e, ainda,
revertendo os motores, faz a "aeração" da grama, ventilando o
gramado. Isso significa maior rapidez no escoamento de água e a garantia de que
nenhum jogo será cancelado ou atrasado - explica o presidente da Grêmio
Empreendimentos, Eduardo Antonini.
Quando o último módulo da cobertura, que ainda está
depositado justamente na outra metade do campo, for removido, o processo da
drenagem será repetido - é a senha para o plantio começar a ser feito. A
previsão é que termine ao final de outubro, dando tempo para a estreia.
A grama, aliás, também é de alta tecnologia, o padrão da
futura casa tricolor, e se espelha na usada no Emirates e em Wembley, ambos na
Inglaterra: sai de cena a grama de verão, entra a de inverno, com raízes menos
profundas e com resistência superior aos momentos críticos de frio. Cultivada
nos EUA, terá a companhia em 5% de grama artificial: a ideia aqui é ajudar a
fixar a raiz natural.




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