segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Arena do Grêmio fecha primeiro ano com polêmicas e futuro de esperança


A Arena completa um ano de sua inauguração sem ter lotado uma única vez, com média de pouco mais de 20 mil pessoas e uma série de polêmicas principalmente fora de campo.
O maior público do estádio foi na inauguração, no amistoso com o Hamburgo, com mais de 60 mil pessoas. Este fato nos coloca no primeiro problema da Arena: no duelo da Libertadores, com a LDU, com o setor norte liberado, sem cadeiras, a avalanche, tradicional comemoração da torcida, rompeu a grade de proteção na beira do gramado. Sete pessoas ficaram feridas. A partir deste momento, a arquibancada norte passou a ser assunto.
O Ministério Público gaúcho acompanhou a situação de perto. A Brigada Militar e o Corpo de Bombeiros eram à favor da colocação de cadeiras no setor. O clube se posicionou contra e uma longa negociação se iniciou. O setor foi reaberto, mas com capacidade reduzida, por conta da instalação de barras antiesmagamento. De cerca de 10 mil pessoas, caiu para 5,5 mil. A capacidade total foi de 60,5 mil para 55,5 mil pessoas.
A meta era que a média de torcedores fosse de 40 mil pessoas. Nesta temporada, a média passou dos 20 mil: foi de 25.012. Pouco houve de evolução na tentativa de fazer o estádio ser lucrativo. No entorno da esplanada, só a loja do Grêmio, ainda improvisada. A Calçada da Fama passa despercebida aos torcedores. Da relação mais estreia com o Olímpico, saiu apenas o letreiro de "Campeão do Mundo".
Esse atraso acontece por conta da renegociação contratual. Ainda no início do ano, o presidente Fábio Koff pediu que o contrato com a OAS fosse revisto. As partes travaram uma longa negociação em diversos pontos - os dois principais, que o Grêmio passa a pagar R$ 12 milhões no primeiro ano de Arena, ao contrário dos R$ 43 milhões previstos para a migração e que o clube terá participação nos empreendimentos imobiliários construídos pela construtora.
Em junho, em uma entrevista coletiva na Arena celebrou o acerto. No entanto, as conversas continuaram e o novo acordo ainda não foi assinado. O clube, em sua vistoria final, apontou cadeiras descolorindo antes do aceitável, 1,4 mil assentos em falta e cerca de 400 pontos cegos no estádio. A promessa é que o novo contrato seja firmado nos próximos dias. A partir daí, são 90 dias para que o Tricolor se mude "de mala e cuia" para a Arena e deixe a área do Olímpico. Além disso, o prazo é o mesmo para a implosão do estádio e também fim das obras do Centro de Treinamentos, que está sendo construído em frente ao novo estádio.
O gramado, que foi trocado recentemente e ficou com aspecto ruim, também foi problema no início do ano. O tempo melhorou o "tapete" e deixou os jogadores desfilarem qualidade.
Futuro de soluções
O ano de 2014 promete crescimento do novo estádio. Com o novo acordo, a comercialização dos "naming rights" e dos pontos comerciais no local são esperados. O que melhoraria o fluxo de caixa do clube e da Arena, empresa gerada da parceria entre Grêmio e OAS. O restaurante com visto para o campo, prometido durante as obras, também deve sair do papel.
Ainda em dezembro, o torcedor tem novidades. O clube gaúcho abrirá o Arena Tour no dia 13 de dezembo. Dará a chance dos torcedores conhecerem as entranhas do estádio. A ideia é que o passeio dos tricolores acabe na nova loja, quatro vezes maior que a do Olímpico, que gera cerca de R$ 1 milhão mensais aos cofres.

No primeiro ano de estádio, o Tricolor fez 31 jogos na nova casa, com 18 vitórias, oito empates e cinco derrotas. Aproveitamento de 66%. Foram 38 gols marcados - Barcos e Kleber, com sete, são os artilheiros do novo estádio -, contra 18 sofridos.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Grêmio e OAS assinam novo contrato da Arena dia 5 de dezembro


Grêmio e OAS chegaram a um denominador comum quanto às mudanças no contrato da Arena. O aditivo, que introduz modificações de cunho financeiro, como a significativa redução no valor da migração dos associados, será assinado dia 5 de dezembro.
Na véspera, o novo documento será apresentado aos conselheiros do clube, durante reunião extraordinária do Conselho.
As modificações do contrato vêm sendo costuradas desde o início do ano. Dia 18 de junho, durante cerimônia na Arena (foto), Fábio Koff e Carlos Eduardo Paes Barreto, diretor superintendente da OAS/Arenas, formalizaram um acordo que previa um prazo de 90 dias, prorrogáveis por mais 90, para a desocupação do Olímpico. Contudo, algumas pendências, como a definição da verba para a conclusão do Centro de Treinamentos e para o setor administrativo e abertura de uma conta conjunta no Banrisul, entre Grêmio e Arena Porto-Alegrense, para o depósito dos valores da migração, retardaram a assinatura do contrato.
Agora, com todas as arestas aparadas, só resta a oficialização.

Este ano, o valor da migração cairá de R$ 42 milhões para R$ 12 milhões, o que provocará uma significativa redução do déficit do clube, que é hoje de R$ 73 milhões.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Batalha da Arena: negociação polêmica acirra rivalidade entre Koff e Odone


Quando o Grêmio entrar em campo na quarta-feira para o jogo decisivo contra o Corinthians pela Copa do Brasil, das cadeiras azuladas da Arena a torcida ainda comentará o duro confronto verbal que se iniciou no fim de semana e estourou segunda-feira entre o presidente Fábio Koff e o ex-presidente Paulo Odone. No fundo de tudo isso está a demora em fechar a renegociação contratual com a OAS que aliviaria os cofres do clube e poderia, por exemplo, redefinir os preços dos ingressos no estádio. A previsão é de assinatura na próxima semana.
Foi em meio ao constrangimento de declarações como "o Grêmio tem que pedir para treinar e pagar para jogar na Arena", que o presidente Fábio Koff se reuniu no Estádio Olímpico com o diretor-superintendente da OAS/Arenas, Carlos Eduardo Paes Barreto.
Uma nova reunião está marcada para quarta com o objetivo de avançar na renegociação contratual, que está há quase 10 meses em discussão.
– O meu lado é o Grêmio, não quero saber quem está do outro lado. Não poderia ficar calado. Reclamei diretamente para a OAS. Não sou candidato a nada politicamente, para cargo nenhum – declarou Koff, furioso pelo fato de Odone ter tomado a defesa da empreiteira e declarado que é o Grêmio quem deve R$ 60 milhões à OAS, e não o contrário.
– Tudo será quitado. Mas os valores devidos serão pagos pelo que está acordado nos novos termos do contrato que será assinado – disse o dirigente.
Com relação à redução dos preços dos ingressos já para o jogo contra o Corinthians, pela Copa do Brasil, a OAS alegou que não havia tempo para providenciar a mudança dos preços – o que deixou o presidente contrariado. Provocou também a vinda do representante da OAS à Capital. 
O ex-presidente Odone, porém, se disse veementemente contrário à redução de ingressos. Segundo ele, a Arena só é viável com o aumento do quadro de sócios. Só depois, sim, seria possível aliviar os preços.
– O Grêmio não devia solicitar a redução dos preços agora. O que dirá o associado? Como manter ou conseguir novos sócios se outros torcedores pagam preços baixos na Arena? Só um contingente de 100 mil ou 200 mil sócios vai sustentar o clube – discursou.
De acordo com o ex-dirigente, nem ele e nem a OAS entendem a demora do presidente Koff em concluir o novo contrato e, por isso, custa a acreditar que as relações entre clube e empreiteira sejam sadias neste momento.
– O que o Grêmio ganha quando o seu presidente diz que não pode treinar na Arena? É um desastre essa declaração. Nunca vi negociar por microfone. O Grêmio já fez mais de 40 treinos este ano no Humaitá. Basta avisar, comunicar, com todo o bom senso. Não precisa pedir licença – reforçou Odone.

Procurada por Zero Hora, a direção da Arena Porto-Alegrense, por meio de sua assessoria de imprensa, declarou que não se manifestaria sobre o assunto. Prática recorrente desde a troca de gestão da empresa, antes liderada por Eduardo Pinto, e agora presidida por Felipe Padovani. Também procurado pela reportagem, Carlos Eduardo Paes Barreto não atendeu as ligações.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Projeto Arena Grêmio segue incompleto e obras de mobilidade custariam R$ 80 mi


Inaugurada em 8 de dezembro de 2012, a Arena do Grêmio é apenas parte do projeto idealizado para o novo estádio tricolor, que prevê ainda um centro de eventos, hotel, shopping center, centro empresarial e complexo residencial. No entanto, ainda não existe previsão para que tudo seja concluído. Junto a isso, o Ministério Público do Rio Grande do Sul contesta na Justiça o valor destinado pela OAS (responsável pelo empreendimento) para compensações ambientais.
A mobilidade também é um problema, e os custos para estas obras são estimados em R$ 80 milhões. Uma comissão composta por parlamentares, dirigentes, representantes da prefeitura e da administradora do estádio vai a Brasília na próxima semana em busca desses recursos.
Desde a inauguração do estádio, o trânsito no local é considerado um problema. Obras incluídas no PAC de Mobilidade Urbana estão sendo realizadas para melhorar o acesso, mas a inauguração da BR-448 (rodovia do Parque), prevista para dezembro deste ano, deve complicar a situação, já que desemboca bem em frente ao estádio.
A nova rodovia será uma alternativa construída para desafogar a BR-116, mas a prefeitura conversa com o governo federal em busca de alternativas que possam compensar o volume de tráfego que passará a circular pela região, que já fica congestionada em dias de jogo.
Nem mesmo o estádio funciona em sua plenitude. Os pontos comerciais da esplanada não começaram a funcionar por conta da liberação tardia do Habite-se (parcial), com 120 dias de atraso, após incidentes com a avalanche da torcida na Geral. De acordo com o projeto, são 28 mil m² de área comercial disponível no estádio.  Até agora, apenas a loja do clube funciona no local.
No projeto estavam previstas 5,3 mil vagas de estacionamento, mas só existem 2,5 mil vagas para o público em geral, ao custo de R$ 30, e mais 1 mil vagas para os proprietários de camarotes, que pagam R$ 1,8 mil por ano. Quem preferir estacionar na rua paga a flanelinhas ou a garagens entre R$ 30 e R$ 40, em média. O Habite-se de todo o empreendimento será entregue quando as obras forem totalmente concluídas.
Essa dificuldade em tocar o projeto, que não conseguiu nem comercializar o naiming rights da Arena, pode ter relação com a atual diretoria do Grêmio, que tomou posse criticando a gestão anterior. O presidente Fabio Koff renegociou 14 pontos do contrato com a OAS, em junho, e só então passou a dizer que o estádio era do clube tricolor. O prazo para essas mudanças vence dentro de aproximadamente 15 dias.
Junto a isso, na semana passada, Eduardo Pinto deixou a presidência da Arena Grêmio para assumir a gerência de negócios da OAS na região Sul. As operações do estádio foram assumidas por Felippe Padovani, interinamente. A empresa e o clube foram procurados pelo Terra para falar sobre o assunto, mas nenhum dos dois quis comentar.
Além do estádio, o Projeto Arena Esportiva prevê a construção de apartamentos, centro de eventos, shopping center e um hotel. A primeira fase do empreendimento imobiliário já foi toda comercializada. São três condomínios com sete torres, vendidos a um preço médio de R$ 200 mil. Hoje já valem até R$ 380 mil. Segundo corretores imobiliários, a segunda fase deve ser lançada em breve, mas ainda não há previsão para o restante.
Mas essas obras ainda sem previsão de entrega podem atrasar ainda mais, já que o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) entrou com ação judicial contra a OAS, demais empresas envolvidas no projeto e prefeitura, porque o município assumiu a responsabilidade por obras de compensação pelo impacto ambiental.
O valor dessa contrapartida é baseado no custo total do empreendimento. A empresa afirma ser de R$ 613 milhões, mas o MP diz que o valor atualizado é de R$ 900 milhões. No entanto, a ação está parada na Justiça há mais de seis meses por conta de uma discussão sobre qual instância teria competência de julgar o caso.
Tendo em vista os problemas que o bairro do Humaitá - onde foi construída a Arena - tem enfrentado, no começo de agosto representantes do Grêmio, da OAS, parlamentares e gestores públicos se reuniram para conhecer um levantamento feito pelo próprio clube sobre as melhorias necessárias para a região. O custo é estimado em pelo menos R$ 80 milhões.

Foi cogitada a possibilidade de levantar recursos por meio de emendas federais e uma comissão foi criada para conversar com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em busca dos recursos.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Obras no entorno da Arena custarão R$ 100 milhões


Um encontro na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, reuniu nesta segunda-feira (5 de agosto) autoridades públicas e dirigentes do clube para debater questões relativas ao entorno do estádio, localizado no bairro Humaitá, na Zona Norte da capital do Rio Grande do Sul. De acordo com estimativa da Secretaria Municipal de Gestão, os custos das obras necessárias para a melhoria do estádio devem ultrapassar R$ 100 milhões.
Uma comissão da direção gremista apresentou um diagnóstico sobre a área. Tanto o clube quanto a empresa responsável pela Arena afirmaram que é necessário o aumento nas verbas destinadas a realizações no local.
"Estamos preocupados com a questão social", disse o presidente da comissão, Renato Moreira, que desde março elaborou o estudo com o vice-presidente Romildo Bolzan Júnior e o conselheiro Davi Stival. O estudo destacou a necessidade de melhorias na mobilidade urbana, habitação e saneamento. "Não queremos que as pessoas que criaram expectativa de desenvolvimento com a chegada da Arena vejam esta expectativa frustrada com um apartheid social", acrescentou.
O encontro teve a presença de representantes municipais e estaduais, e outros integrantes da direção do clube, como o presidente Fábio Koff. Com o objetivo de acelerar o processo de liberação de recursos, uma comissão será formada para intermediar as relações entre os ministérios do Transporte e Turismo e das Cidades. Em maio, houve o anúncio da liberação de R$ 10 milhões do Ministério do Turismo.
A duplicação da Avenida Ernesto Neugebauer foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, e está sendo executada a duplicação da Rua Voluntários da Pátria, que liga o Centro à Zona Norte, e as obras na BR-448. Também deverão ser executadas obras na Avenida AJ Renner e na Rua José Boéssio.
Outro projeto é ligar a Arena ao Trensurb com o aeromóvel. O Grêmio também quer fazer um calçadão para quem faz o trajeto da estação de trem até o estádio a pé. O nome desse calçadão seria "Até a pé nos iremos", que é a frase do refrão do hino do clube.

A reunião foi seguida por uma vistoria pelo entorno do estádio. A Arena foi inaugurada em 8 de dezembro de 2012. Na Copa do Mundo de 2014, o novo estádio do Grêmio deverá abrigar treinos de seleções.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Conmebol aumenta prazo, e Grêmio ainda pode enfrentar Caracas na Arena



A Conmebol estendeu por mais uma vez o prazo para o Grêmio definir onde irá mandar o jogo contra o Caracas, da Venezuela, no próximo dia 5 de março, pela Copa Libertadores da América.
Por determinação da própria Conmebol, os clubes têm de comunicar o local da partida sempre 10 dias antes do jogo.
A direção gremista conseguiu estender o prazo até às 15h desta terça, porém a entidade sul-americana atendeu a mais um pedido do presidente Fábio Koff e prorrogou a definição para a manhã desta quarta.
A primeira alternativa para o jogo é a Arena do Grêmio, porém, a nova casa tricolor ainda não tem o "Habite-se", documento concedido pela Secretaria Municipal de Urbanismo, liberando o local para jogos e eventos. Nas partidas contra a LDU e Huachipato, a Arena funcionou com um "Habite-se" provisório, que perdeu a validade no ultimo dia 19 de fevereiro.
A segunda alternativa é o Estádio Olímpico, onde o Grêmio tem mandando jogos do Campeonato Gaúcho. Porém, por uma questão contratual entre o clube e a OAS, construtora da Arena, os jogos de Libertadores têm de ser realizados na nova casa.
"A principio permanece a Arena e se houver qualquer alteração nós temos que comunicar a Conmebol que o estádio será o Olímpico. Os representantes da OAS estão tentando a busca deste documento e agilizar ainda nesta terça o encaminhamento da liberação total da Arena”, disse o presidente gremista Fábio Koff, após reunião com os representantes da OAS e os dirigentes da Arena Porto Alegrense, empresa que administra o novo estádio.
Os jogadores do Grêmio e o técnico Vanderlei Luxemburgo já manifestaram o desejo de atuar no Estádio Olímpico. O motivo alegado é a atual péssima condição do gramado da Arena. Nos bastidores existe uma queda de braço entre Grêmio e OAS.
O clube quer atuar na Arena somente após o gramado ter totais condições de jogo, algo que só deverá ocorrer no final do mês de abril. Isso geraria um prejuízo à construtora, que por questões contratuais fica com 35% da renda líquida dos eventos realizados na Arena. No mês de março o Grêmio atua como mandante na Libertadores contra Caracas e Fluminense.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

André Lima faz o primeiro gol da Arena

Arena é lugar de guerreiro. O novo estádio do Grêmio foi inaugurado respeitando tal afirmação. Chamado de 'Guerreiro Imortal', André Lima foi o autor do primeiro gol do estádio, aos 9 minutos. Na comemoração, imitou a Kidiaba, do Mazembe, provocando o Internacional. Ao fim dos primeiros 90 minutos da nova casa gremista, 2 a 1 contra o Hamburgo, revivendo placar da final do Mundial de 1983, novamente com vitória brasileira.
"Toma lá, dá ca", disse André ao sair do campo no final do primeiro tempo. A resposta do camisa 99 era a Renan, goleiro do Inter, que após o empate em 0 a 0, último jogo do Olímpico, repetiu o feito por Kidiaba no Mundial de 2010. A dancinha com as nádegas no solo virou maneira de provocar o adversário desde a derrota do Inter para o Mazembe.
Em campo, 9 minutos foi o tempo necessário para a primeira vez que as redes balançaram na Arena. Cruzamento de Elano em escanteio, gol de André Lima, de cabeça. O Grêmio manteve o domínio do jogo, contra um Hamburgo pouco inspirado.
A marca poderia ainda ter ficado maior. Aos 38 Elano poderia ter ampliado ao receber cruzamento de Leandro. Mas errou. O Hamburgo também teve chance. Rudnevs assustou Marcelo Grohe duas vezes. Mas a bola não adentrou o arco azul, branco e preto.
No segundo tempo só deu Hamburgo. O técnico Vanderlei Luxemburgo propôs muitas mudanças e fragilizou o time. Os europeus tanto tentaram que marcaram. Aos 25 do segundo tempo, um rebote de escanteio foi arrematado por Westerman, desviou em Marcelo Moreno e venceu Marcelo Grohe: 1 a 1. E o time alemão seguiu pressionando. Aos 30, Berg chegou atrasado em cruzamento e esteve perto de virar o jogo.
A torcida já estava calada, vivendo o primeiro momento de tensão da nova Arena. Mas, como é peculiar do Grêmio, o gol derradeiro veio após os 40 minutos. Aos 42, Marcelo Moreno aproveitou cruzamento e colocou na rede. Grêmio 2 a 1, final de jogo, vitória na inauguração da Arena e um futuro pela frente para a casa recém inaugurada.

GRÊMIO 2 X 1 HAMBURGO
Data: 08/12/2012 (sábado)
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Cartão Amarelo: Saimon (GRE), Leandro (GRE), Aislan (HAM), Ilicevic (HAM) e Tesche (HAM)
Árbitro: Carlos Amarilla (PAR) Auxiliares: Milsíades Saldivar e César Franco (PAR)
Gols: André Lima, do Grêmio, aos 9 do primeiro tempo; Westerman, do Hamburgo, aos 25 do segundo tempo; Marcelo Moreno, do Grêmio, aos 42 do segundo tempo

Grêmio
Marcelo Grohe; Pará, Werley (Saimon), Naldo e Anderson Pico (Tony); Fernando (Marco Antonio), Souza (Léo Gago), Zé Roberto (Marquinhos) e Elano (Marco Antonio); Leandro (Rondinelly) e André Lima (Marcelo Moreno) Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Hamburgo
Drobny; Bruma, Scharner Paul (Westerman), Rajkovic (Diek Meier) e Aogo; Sala, Rincon, Tesche (Aislan) e Ilicevic; Berg e Rudnevs (Son) Técnico: Thorsten Fink

Arena inaugurada com muita emoção


O evento de inauguração da Arena do Grêmio fez a ligação do passado com o futuro do clube, do nativismo gaúcho, que às vezes beira o bairrismo, com a modernidade e a nacionalização. Em analogia ao que o clube quer para o futuro: não abandonar a tradição, mas entrar em uma nova era de crescimento, o espetáculo arrancou aplausos dos aficionados. Tudo lembrou muito uma abertura de Olimpíada, mas à moda gaúcha. Com cerca de 40 minutos de atraso, o evento teve início.
Uma falha de comunicação na entrada dos torcedores atrapalhou o cronograma. Mas os aficionados em nada se preocuparam com isso. Aproveitando o novo e moderno estádio do clube, esperaram pacientemente.
A festa começou antes. Uma bandeira vermelha foi arrancada da arquibancada, iniciando os atos de celebração. Os presentes já gritavam tal qual quando ocorre um gol do Grêmio. O hino Rio-Grandense foi entoado pela primeira vez.
À capela. Logo em seguida, contagem regressiva de fotos, show de fogos, vídeos no telão, a cada surpresa um aplauso ou sentimento diferente. Homenagens ao estádio Olímpico, Lupicínio Rodrigues, autor do hino gremista, show do Blue Man Group. Tudo ligando o novo estádio aos torcedores.
Mas o ponto alto ocorreu perto das 21h. Renato Borghetti tocou o hino gaúcho na gaita acompanhado pela Banda Marcial dos Fuzileiros Navais. Logo em seguida, uma imensidão de bailarinos entrou no campo.
Ao som de músicas tradicionais do Rio Grande do Sul, só que com roupagem mais modernas, dançaram a chula e outras canções do Estado. Em seguida, um mosaico foi formado pelos mesmos bailarinos. Além da bandeira do clube, a frase "Grêmio, Arena, Nada pode ser maior", arrancou aplausos de todos. Iluminados por luzes que partiam de dentro do estádio, os bailarinos mostraram a ideia de unir passado e futuro do clube. O próximo passo foi a primeira 'ola' da Arena. Orientados pelo sistema de som, os torcedores deixaram de ser meros espectadores e entraram no espetáculo.
O estádio 'veio abaixo' extravasando o sentimento gremista. Após nova participação do Blue Man Group, foi o momento de gols históricos. André Catimba no Gre-Nal de 77, Baltazar no Brasileirão de 1981, Anderson na Batalha dos Aflitos em 2005, Cuca na Copa do Brasil de 1989, Nildo na Copa do Brasil de 1994, Carlos Miguel na Copa do Brasil de 1997, Marcelinho Paraíba na Copa do Brasil de 2001, Aílton no Brasileirão 1996, César na Libertadores de 1983, Dinho na Libertadores de 1995 e Renato Gaúcho no Mundial de 1983. Todos batizados por 'avalanches' da torcida. Lágrimas correram de incontáveis rostos. Abraços, celebrações. Parecia que cada gol havia ocorrido agora, não no passado.
Em seguida, a entrada de jogadores históricos. Danrlei, Arce, Anchieta, Baidek, Roger, Emerson, Carlos Miguel, Tcheco, Tarciso, Jardel, De León e Milton Kuele. Eurico Lara, goleiro do passado, também foi lembrado com uma bandeira. "Expliquem lá fora como um clube conseguiu erguer este estádio em dois anos. Aqui vamos ganhar tudo! Vocês vão ganhar a Libertadores. Vamos chorar de alegria muitas e muitas vezes aqui. Aqui vamos ganhar tudo! Vamos tomar conta do mundo", discursou o presidente Paulo Odone, peça-chave na construção da Arena. Ao fim, a fita foi cortada, a Arena estava devidamente inaugurada e esperava os jogadores de Grêmio e Hamburgo para ter o primeiro jogo no gramado.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Torcida do Grêmio 'testa' Arena com avalanche e 'alentaço'

Espaço destinado à avalanche

Muito perto de ser inaugurada, a Arena do Grêmio irá ser testada de forma praticamente definitiva no próximo domingo. É a data que o clube marcou para que 2,5 mil torcedores promovam um 'alentaço', que é o já tradicional apoio dos gremistas em alguns treinos decisivos, e a primeira avalanche do novo estádio tricolor.
O clube gaúcho convoca os associados a se cadastrarem para participar do evento a partir desta quarta-feira. A Geral do Grêmio, torcida que se localiza atrás de uma das goleiras no Olímpico, comanda a festa, com todos os instrumentos como se fosse um jogo normal e os tradicionais cânticos entoados. A concentração para o encontro começa às 13h.
A área a ser ocupada no estádio é a destinada para a Geral. Em 2008, o então vice-presidente e hoje comandante da Grêmio Empreendimentos, Eduardo Antonini, se reuniu com a cúpula da torcida e deixou um espaço reservado para o estilo mais vibrante de torcer. Assim, não há cadeiras atrás de uma das goleiras, o que facilita o apoio e não impede a avalanche, movimento de descida das arquibancadas correndo quando o Tricolor marca um gol.
Com as obras com mais de 90% concluídas, a Arena será inaugurada com festa no dia 8 de dezembro. O Hamburgo será o primeiro adversário na nova casa. O dia será marcado por diversas festividades, ainda a serem reveladas. No mesmo mês, dia 19, o estádio azul sediará também o Jogo contra a Pobreza, que coloca estrelas mundiais a duelarem em campo, comandados por Ronaldo e Zidane.
O evento acontece em meio ao período eleitoral do Grêmio - o pleito acontece dia 21 de outubro. Chapas de oposição já reclamaram da postura de Paulo Odone quanto à visita de torcedores na Arena, e reivindicaram o mesmo direito.

Grêmio monta drenagem e plantará gramado da Arena até fim de outubro

O cinza do concreto, o azul das cadeiras e placas do entorno e o branco do mezanino logo ganharão um novo companheiro colorido na Arena do Grêmio. Em meio ao emaranhado de uma obra que passa dos 90% de conclusão, o verde do gramado começará a tomar forma no fim de outubro. É quando a OAS, empresa responsável pela construção, inicia o plantio do tapete para as partidas. Será a última etapa de um processo que começou há 15 dias, com a implantação de um inédito sistema de drenagem na América do Sul.
Quem visita as obras, no bairro Humaitá, zona norte de Porto Alegre, percebe que o espaço destinado ao gramado já tem forma - será inaugurado em 8 de dezembro com amistoso contra o alemão Hamburgo. Metade dele não abriga mais caminhões, gruas ou guindastes e tampouco serve como depósito de material.
Está repleto de canos, instalados 50 centímetros abaixo do solo e coberto por uma lona plástica e uma camada de brita. Tudo faz parte da drenagem a vácuo, um sistema indicado pela Fifa a campos em regiões com chuva intensa, caso da capital gaúcha.
- Essa drenagem suporta grandes volumes de chuva e, ainda, revertendo os motores, faz a "aeração" da grama, ventilando o gramado. Isso significa maior rapidez no escoamento de água e a garantia de que nenhum jogo será cancelado ou atrasado - explica o presidente da Grêmio Empreendimentos, Eduardo Antonini.
Quando o último módulo da cobertura, que ainda está depositado justamente na outra metade do campo, for removido, o processo da drenagem será repetido - é a senha para o plantio começar a ser feito. A previsão é que termine ao final de outubro, dando tempo para a estreia.
A grama, aliás, também é de alta tecnologia, o padrão da futura casa tricolor, e se espelha na usada no Emirates e em Wembley, ambos na Inglaterra: sai de cena a grama de verão, entra a de inverno, com raízes menos profundas e com resistência superior aos momentos críticos de frio. Cultivada nos EUA, terá a companhia em 5% de grama artificial: a ideia aqui é ajudar a fixar a raiz natural.